Chupeta, até quando usar

Até que idade o seu bebé deve usar chupeta?

Uma das primeiras funções que o bebé apresenta é a capacidade de sugar, na mama, na tetina, no dedo ou na chupeta. Os movimentos envolvidos na tarefa de sucção permitem o desenvolvimento dos músculos da face e o crescimento das estruturas oro-faciais.

O uso da chupeta pode contribuir para a qualidade de vida da criança, uma vez que a sucção realizada a tranquiliza, fazendo com que  sinta prazer e se desenvolva emocionalmente. A verdade, é que a chupeta é muitas vezes considerada um refúgio para os pais e para os bebés. No entanto, é necessário ter cuidado com o seu uso, de modo a este ser adequado.

De forma geral, a partir dos 18 meses o bebé deve começar a deixar de usar a chupeta durante o dia. A partir desta idade, os pais podem incentivar o bebé a recorrer à chupeta apenas nas situações de cansaço e sono.

Já o acto de deixar a chupeta definitivamente, incluindo na hora de adormecer, deve ser negociado com as crianças e costuma acontecer por volta dos 2 anos e meio ou, o mais tardar, por volta dos 3 anos de idade, fase em que normalmente as crianças abandonam a necessidade de sucção e completam a dentição de leite.

Se este hábito permanecer muito tempo após a referida idade, principalmente depois da erupção dos dentes, maior é o risco de prejudicar o desenvolvimento da criança.

Quais as consequências?

A utilização prolongada da chupeta poderá provocar várias alterações da oclusão dentária, tais como, mordida aberta ou protrusão dos incisivos superiores, falta de força (tónus) nos músculos orais, projecção da língua para a frente, palato alto e estreito e respiração oral. Estas alterações poderão influenciar a forma como a criança respira, mastiga, engole e fala.

Todos estes aspectos vão afectar negativamente a qualidade de vida da criança, e desta forma é necessário dar importância a esta questão e estar atento às características faciais, à frequência, à duração e à intensidade deste vício.

Como retirar a chupeta?

Deve-se planear a remoção da chupeta de forma gradual, potenciando sempre o desenvolvimento emocional saudável. É importante evitar os traumas e que a criança sinta a sua remoção como uma “perda”. Numa primeira fase, os pais devem conversar abertamente com a criança, avisando-a de que está quase a chegar o dia de deixar de usar a chucha. Esta, não deve ser retirada de forma brusca nem repentina; durante este processo, a chupeta não deverá estar sempre disponível e acessível, reduzindo-se assim os contextos de utilização da mesma: os pais devem ir diminuindo aos poucos os períodos em que permitem o seu uso.

Os adultos que lidam com a criança devem fazê-la sentir-se segura, sobretudo na hora de dormir, para que esta perceba que não há qualquer perigo e que não precisa do conforto da chupeta. Durante este processo, algumas crianças podem sentir a necessidade de ter um objecto de transição, como um brinquedo macio e aconchegante, que lhes faça companhia durante o sono.

Os pais não devem censurar a criança nem fazer comentários negativos e devem sensibilizar os restantes adultos que lidam com a criança para que lidem da mesma forma com a remoção da chupeta. Também se pode reforçar a ideia de que as crianças mais velhas não usam chupeta e pode dar-se o exemplo de um irmão ou de um primo mais velho que a criança admire.

Deve-se elogiar a criança pelos pequenos sucessos que vai alcançando no processo de deixar a chupeta, valorizando sempre o seu comportamento.

A remoção precoce da chupeta é fundamental para evitar inúmeros malefícios, como prejuízos na mastigação, na deglutição e, por vezes, até mesmo na fala. O uso da chupeta afecta ainda, a função respiratória, ocasionando, por vezes, respiração oral, que causam distúrbios de atenção e dificuldades na aprendizagem.